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Diabetes infantil é fatal e atinge uma em cada mil crianças no pais


Com apenas 3 anos, o pequeno Enzo Alejandro Meliciano Fazzi teve de abrir mão das bolachas recheadas que tanto gosta. O menino também não pode se descuidar com a alimentação: só come doces e bebe refrigerantes dietéticos. Ele tem diabetes.
A doença atinge uma em ca-da mil crianças com menos de 15 anos no país, segundo o endocrinologista Romolo Sandrini, especialista em diabetes na adolescência e infância do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná. "Uma das grandes dificuldades desses casos é fazer o diagnóstico cedo", afirma ele.
Enzo começou a manifestar os primeiros sintomas com apenas dois anos. "Ele fazia bastante xixi, tinha surtos de fome e, às vezes, ficava meio abatido", recorda a mãe dele, a dentista Vanessa Verdasca Meliciano, de 29 anos. Por ser uma profissional da saúde e ter mui-tos parentes com diabetes, ela desconfiou que seu filho também tivesse a doença. "Fui ao médico, mas ele disse que não havia nada errado", afirma.
Certa manhã, a dentista encontrou o penico onde o filho urinava repleto de formigas. "Fiquei assustada. Percebi que realmente havia algo errado". Enzo foi levado ao Hospital Mandaqui, onde acontecia uma campanha contra diabetes infantil e a suspeita da mãe foi confirmada: o menino tinha diabetes. "A taxa de açúcar no sangue dele era de 296, sendo que o ideal é de até 100", recorda a mãe.
Mudança na rotina
A partir daquele dia, uma nova rotina começou para o pequeno Enzo. "Tive de avisar aos meus parentes e à direção da escolinha de Enzo que ele não pode comer doces", conta.
Mesmo assim, Vanessa já enfrentou algumas situações diceis. "Já tive de buscar o Enzo na escola porque ele estava passando mal. Não tinha feito o lanche no intervalo".
Apesar das recomendações da mãe, o pequeno Enzo ás vezes descumpre algumas das regras de alimentação que ele precisa seguir. "Eu sempre digo o que ele deve e não deve comer, mas como controlar a criança?", questiona Vanessa.
Diferente da maioria das crianças diabéticas, Enzo não precisa das injeções diárias de insulina. Contudo, ele tem de fazer o controle do índice de açúcar no sangue quase todos os dias. Para isso, sua mãe usa uma espécie de caneta, com uma fma agulha na ponta. O instrumento chama-se glauco-metro e tira uma gota de sangue da ponta do dedo. "Ele ficou traumatizado com a canetinha. Corre ao vê-la", diz a mãe.