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Grupo dinamarquês inaugura fábrica de insulina em MG
A empresa dinamarquesa Novo Nordisk investiu cerca de US$ 200 milhões para inaugurar ontem, em Montes Claros, Minas Gerais, a sua primeira unidade fabril no país. A unidade, que irá produzir cerca de 200 milhões de penfil de insulina/ano - refis de 3 ml para cada caneta -, conta com benefícios fiscais no âmbito dos três poderes (municipal, estadual e federal) gera cerca de 730 empregos diretos e algo em torno de 2 mil empregos indiretos, conforme disse o vice-presidente da unidade, Marcelo Zuculin, acrescentando que a empresa já investiu mais US$ 50 milhões na construção de uma fábrica para a produção de canetas de insulina (FlexPen) - canetas descartáveis para a aplicação de insulinas modernas. Está unidade entrará em operação no final de 2008 ou início de 2009. A planta de Montes Claros conta com uma área construída de 37 mil metros quadrados e possui a mais avançada tecnologia de produção de insulina disponível no mercado mundial. A fábrica de Montes Claros, segundo ele, será responsável pelo aumento de produção de insulina no país em 500%. Cerca de 95% da produção local será direcionada para o mercado externo como, por exemplo, para a Alemanha, Áustria, Reino Unido, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia e Canadá. O restante será direcionado para o mercado interno. O Grupo Nordisk registrou, em 2006, faturamento de cerca de US$ 6 bilhões, o que representou crescimento de 13% na comparação com o ano anterior. Para este ano, a previsão, segundo Zuculin, é de crescimento da ordem de 15% sobre o resultado de 2006. O Grupo possui fábricas nos Estados Unidos, França e Dinamarca, além de uma pequena unidade fabril no México para a produção de comprimidos para diabéticos. No Brasil, segundo ele, a Nova Nordisk possui 64% de mercado e 50% em valor. Na sua opinião, o mercado de insulina, infelizmente, vem crescendo. Atualmente, há no país cerca de 7 milhões de diabéticos. A estimativa, de acordo com ele, que esse número pule para cerca de 11 milhões até o ano de 2030, caso as autoridades não façam nada. "No Brasil há 7 milhões de pessoas diabéticas. Deste total, só 50% sabe que possui a doença e apenas 25% se tratam".
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