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Novo Nordisk investe mais no Brasil
Empresa inaugura fábrica de insulina de US$ 200 milhões em MG e já planeja novo aporte no PaísSørensen (à dir.) e Grayeb, da Novo Nordisk: maior fábrica da AL. A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk inaugura hoje no Brasil a sua maior fábrica fora da Dinamarca. Localizada em Montes Claros (MG), ela também é a maior unidade de produção de insulina da América Latina. A companhia investiu cerca de US$ 200 milhões na fábrica, com capacidade para produzir 200 milhões de refis de insulina por ano. Foi o maior aporte feito por uma farmacêutica no País de uma só vez, disse o presidente e CEO da Novo Nordisk, Lars Rebien Sørensen, ontem, em São Paulo, antes de embarcar para Minas Gerais a fim de participar da solenidade de inauguração da nova fábrica, projeto que acompanhou de perto.
Sørensen, há quase sete anos no cargo, foi o responsável pela decisão de expansão no Brasil - e da própria empresa a partir das operações locais. "Começamos aqui com uma pequena filial em Curitiba, no início dos anos 1990. Com o tempo vimos o potencial do mercado brasileiro e resolvemos ampliar as atividades." Em fevereiro de 2002, o laboratório comprou participação de controle na Biobrás, fábrica de insulina, antidiabéticos orais e enzimas, localizada ao lado do empreendimento inaugurado hoje. O controle total foi assumido no ano seguinte, mesmo período em que a empresa tomou a decisão de construir a nova fábrica, uma das mais modernas da América Latina, que exportará 95% da produção. "O cenário de estabilidade econômica no País também foi determinante."
O executivo já planeja novos aportes aqui. Nos planos, estão mais US$ 50 milhões, a serem destinados à implantação de uma linha de produção de FlexPen - canetas descartáveis utilizadas para aplicação de insulinas modernas -, que deverá entrar em operação em 2009. Somando a nova unidade de Montes Claros com essa expansão, a companhia dinamarquesa aumentará em aproximadamente 500% a capacidade de produção no País, até 2009, afirmou Federico Renzo Grayeb, vice-presidente responsável pelas operações da Novo Nordisk no Brasil, América Latina e Caribe. O número de funcionários, em 390 hoje, aumentará. Até o final deste ano, serão 735.
A fábrica de Montes Claros, cujas obras foram concluídas em 21 meses, inicia a produção até o final deste ano, após passar pelos testes de validação, que "podem levar tanto tempo quanto a construção de uma fábrica", brincou o CEO. Como será exportadora, ela terá de receber registros dos mais diversos mercados para onde venderá. Entre eles, estão Alemanha, Canadá, Irlanda, reino Unido, Austrália, Áustria e Nova Zelândia. "A qualidade aqui é igual a da nossa fábrica da Dinamarca, dos Estados Unidos e da França", disse Sørensen, que está há 25 anos na Novo Nordisk e já atuou em diversas filiais da companhia, incluindo a dos Estados Unidos.
Único a ter operações fabris do laboratório dinamarquês na América Latina, o Brasil é visto pela multinacional como um importante mercado. O segmento de diabetes (medicamentos e insulinas) movimenta em torno de US$ 120 milhões por ano e cresce a taxas acima de 10%, desde o início da década. "Somos líderes, com 64% de participação no mercado local de insulinas, segundo o IMS Health (que audita o setor)", disse Grayeb.
A Novo Nordisk lidera o segmento de insulinas em âmbito mundial, com 50% do consumo e 15 milhões de pacientes utilizando seus produtos diariamente, conforme Sørensen. No ano passado, as vendas da farmacêutica cresceram 15% ante 2005, para US$ 7,1 bilhões - 75% do negócio é insulina. Se as estatísticas de saúde sobre diabetes se confirmarem, o percentual subirá a 80% em dez anos, disse Sørensen. "É impressionante, mas os hábitos estão agravando a situação. Estima-se que serão 300 milhões de pessoas com diabetes em 2025."
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