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Novo Nordisk já produz refil de insulina em Minas


Fábrica custou R$ 416 milhões e será inaugurada em abril

Luiz Ribeiro

Do Estado de Minas

A nova unidade da multinacional dinarmaquesa Novo Nordisk entrou em operação experimental em Montes Claros, no Norte de Minas, produzindo refil de insulina. Considerada uma das mais modernas do mundo, a fábrica será inaugurada em 26 de abril, com a presença do primeiro-ministro da Dinamarca, Anders Fogh Rasmussen, juntamente com o presidente mundial do grupo, Lars Rebien Sorensen. A construção, iniciada em 2004, recebeu US$ 200 milhões (R$ 416 milhões) em investimentos.

Líder mundial na produção de insulina, a Novo Nordisk, que comprou a Biobrás em Montes Claros, em 2002. O número de empregos diretos da indústria, que era de 390 naquele ano, passou para 750, atualmente. "Vamos ter em Minas Gerais a mais avançada tecnologia da produção de insulina do mundo", disse o vice-presidente da Novo Nordisk, Marcelo Zuculin, responsável pela gerência da unidade em Montes Claros. "Vamos consolidar a liderança do grupo na produção de medicamentos para diabéticos no Brasil", completou.

Ele ressaltou que na viabilização dos investimentos por parte do grupo dinarmaquês foi fundamental a participação do governo do estado, que facilitou a aquisição de terreno junto à Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig) e orientou a empresa quanto à liberação de licença ambiental.

Serão produzido em Montes Claros um refil para uma caneta, usada na aplicação de insulina, com embalagens de 3 milímetros. A inovação facilita a vida do diabético, que não precisa mais recorrer a seringas para injetar o medicamento.

A capacidade máxima da fábrica é de 200 milhões de refis por ano, que deverá ser alcançada em 2012 e 95% da produção será destinada à exportação, devendo ser destinada aos mercados da Alemanha, Austrália, Inglaterra, Irlanda do Norte, Austrália, Nova Zelândia e Canadá.

Formação de estoques. Por enquanto, a multinacional está cuidando apenas da formação de estoques, além do planejamento da logística. As vendas dos refis de caneta de insulina serão iniciadas em julho. Zuculin anunciou que, ao mesmo tempo em que inaugura a moderna indústria, a Novo inicia no Norte de Minas, a construção de uma unidade que vai produzir canetas aplicadora de insulina. O investimento é de US$ 50 milhões (R$ 104 milhões). Ela deverá ficar pronta em 2009.

Conforme o vice-presidente da Novo Nordisk, Marcelo Zuculin, as exportações da insulina produzida na fábrica de Montes Claros serão feitas via os aeroportos de Confins, Viracopos (Campinas) e Guarulhos (São Paulo) e pelos portos de Santos e Vitória. Até os três aeroportos internacionais e os portos, o transporte será feito pela via terrestre.

Aí, surge uma questão que preocupa a direção do grupo dinamarquês: as más condições das estradas. A apreensão maior é com a situação da BR 135, principal ligação entre o Norte de Minas, considera uma das rodovias federais mineiras em piores condições. Zuculin ressalta que o refil de insulina é um produto frágil. Com isso, os buracos no asfalto podem representar um grande prejuízo para a empresa, além de comprometer o controle qualidade do medicamento.