O Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, tem a quarta maior população mundial de pacientes com hemofilia. O tipo B é responsável por 15-20% de todos os casos de hemofilia⁴ ⁵ e 35,9% dos pacientes com hemofilia B têm doença grave.⁶
A hemofilia B é uma condição hereditária em que o sangue tem dificuldade para coagular porque falta (ou funciona mal) uma proteína chamada fator IX.⁴ ⁵ Isso faz com que a pessoa sangre por mais tempo após machucados, procedimentos dentários ou cirurgias, e possa ter sangramentos internos nos músculos e nas articulações.⁴ ⁵
Em algumas pessoas com hemofilia B, o sistema de defesa do organismo inibe o fator IX, que é dado como medicamento para a condição, e o neutraliza, ou seja, inibe sua ação. É como se o corpo criasse um bloqueio contra o tratamento, que deixa de funcionar bem, porque o medicamento é "desligado".
Dessa forma, funciona como se o medicamento fosse inativado, ou seja, deixasse de ter sua função. Por que isso importa? Quando há inibidor, controlar um sangramento fica mais difícil e o tratamento fica mais desafiador.⁷
Em toda a hemofilia, a maior e mais urgente necessidade de novos tratamentos está na hemofilia B com inibidores⁸. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) não conta com opções de terapia específica para esse tipo da doença.
A necessidade de opções de tratamento mais eficazes, seguros e menos onerosos é mais urgente na hemofilia B com inibidores.⁸
- Pacientes com hemofilia B com inibidores compõem o grupo mais carente de tratamentos entre as pessoas com hemofilia.⁸
- Algumas pessoas podem ter alergia grave à infusão de fator IX.⁹
- Faltam opções de tratamentos preventivos eficazes.¹⁰
- Alternativas utilizadas para ajudar a coagulação podem não funcionar tão bem para todo mundo e podem ter riscos.¹⁰ ¹¹
- O tratamento que tenta fazer o corpo parar de "neutralizar" o fator IX (chamado ITI) frequentemente não funciona.⁹ ¹⁰ ¹²
1. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde. Portaria SCTIS/MS nº 50, de 24 de julho de 2026. Torna pública a decisão de incorporar, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o concizumabe para tratamento profilático de longa duração contra sangramentos em pacientes com hemofilia B moderada a grave com ini-bidores com idade a partir de 12 anos. Diário Oficial da União, Brasília, Seção 1, p. 109, publicado em 28 jul. 2026.
2. Jiménez-Yuste V, Angchaisuksiri P, Castaman G, et al. Concizumab prophy-laxis in patients with haemophilia A or B with inhibitors: Efficacy and safety results from the 32-week primary analysis of the phase 3 explorer7 trial – ISTH 2022, late breaking abstract available 9-13 July.
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