O estudo POSEIDON, da Novo Nordisk, realizado com 19 mil pacientes em 18 países, mostrou que a inflamação cardiovascular (CV) continua altamente prevalente entre pessoas com doença cardiovascular (DCV), apesar do tratamento padrão atual¹ ²
No mundo, duas em cada cinco pessoas com doença cardiovascular aterosclerótica (DCVA) e doença renal crônica (DRC), ou com insuficiência cardíaca, apresentam inflamação cardiovascular1,2. Na América Latina, o dado é ainda mais alarmante: uma em cada duas pessoas com doenças cardiovasculares tem inflamação cardiovascular (PCR-us ≥2 mg/L)¹ ³.
O estudo revela que a inflamação cardiovascular é um fator de risco independente para eventos como infarto e acidente vascular cerebral (AVC) em pessoas que vivem com doenças no coração, além de evidenciar uma lacuna no cuidado cardiovascular em nível global¹ ³.
Em consonância com as diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) e com o posicionamento científico do American College of Cardiology (ACC), os resultados reforçam a importância da mensuração da proteína C-reativa ultrassensível (PCR-us) em pacientes com DCV³ ¹³ ¹⁴ ¹⁵.
São Paulo, 1 de junho de 2026 – A Novo Nordisk, líder global em saúde, apresentou novos resultados do histórico estudo POSEIDON durante o 94º Congresso da European Atherosclerosis Society (EAS), em Atenas, na Grécia. O estudo, baseado em evidências do mundo real, demonstrou que a inflamação cardiovascular permanece altamente prevalente entre pessoas com doenças cardiovasculares (DCV), mesmo com o tratamento padrão atualmente disponível. Os dados indicaram que 2 em cada 5 pessoas com doença cardiovascular aterosclerótica (DCVA) e doença renal crônica (DRC) apresentavam inflamação cardiovascular, condição associada a um risco aumentado de eventos cardiovasculares como AVC e infarto² ⁴.
Uma segunda análise do POSEIDON, recentemente publicada no European Journal of Heart Failure, mostrou que duas em cada cinco pessoas com insuficiência cardíaca também apresentam inflamação cardiovascular¹. No estudo POSEIDON, a inflamação cardiovascular foi medida e definida por níveis de proteína C-reativa ultrassensível (PCR-us) ≥2 mg/L¹. O PCR-us (PCR ultrassensível) é o exame de sangue mais comumente utilizado e amplamente disponível nas redes pública e privada para medir inflamação cardiovascular⁴ ⁶.
Os resultados evidenciam uma lacuna significativa no cuidado cardiovascular atual. Mesmo quando as pessoas recebem tratamentos recomendados pelas diretrizes para controlar, por exemplo, colesterol, pressão arterial e glicemia, o risco cardiovascular impulsionado pela inflamação persiste³ ⁷. O estudo POSEIDON representa uma das maiores avaliações globais contemporâneas da prevalência de inflamação cardiovascular nessa população de alto risco e, portanto, uma grande evolução na cardiologia¹ ².
“O estudo POSEIDON fornece evidências fundamentais de que a inflamação cardiovascular representa uma fonte significativa de risco residual persistente em pessoas que vivem com doença cardiovascular aterosclerótica e doença renal crônica ou insuficiência cardíaca, apesar de receberem o tratamento padrão atualmente”, afirmou Filip Knop, vice-presidente sênior e diretor médico da Novo Nordisk. “Compreender a dimensão do risco inflamatório cardiovascular é essencial à medida que avançamos em nossa pesquisa orientada pela inovação para desenvolver uma terapia inédita em sua classe, com potencial para atender a essa importante necessidade médica não atendida.”
O POSEIDON incluiu 18.904 pacientes em 18 países da Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia-Pacífico entre 2023 e 2025¹ ². No estudo, 13.475 pacientes apresentavam doença cardiovascular aterosclerótica (DCVA), dos quais 5.757 (42,7%) tinham doença renal crônica (DRC), enquanto 11.809 pacientes apresentavam insuficiência cardíaca, abrangendo todos os tipos da condição (fração de ejeção preservada, levemente reduzida ou reduzida)¹ ².
A inflamação cardiovascular desempenha um papel central no desenvolvimento e na progressão da doença cardiovascular aterosclerótica (DCVA)⁸ ⁹. Diversos estudos demonstraram que pessoas com inflamação cardiovascular enfrentam maior risco de eventos cardiovasculares adversos maiores, incluindo infarto, AVC e morte cardiovascular³ ⁵. A inflamação cardiovascular também contribui para a progressão da doença renal crônica (DRC) e a própria DRC pode favorecer processos inflamatórios, criando um ciclo que amplifica o risco cardiovascular⁹.
A inflamação cardiovascular também exerce papel fundamental na insuficiência cardíaca e é comum em todos os seus tipos, especialmente em pessoas com obesidade, doença renal e outras condições metabólicas¹ ¹⁰.
“O estudo POSEIDON deixa claro que a inflamação cardiovascular não é uma preocupação periférica, ela é um fator compartilhado de risco que afeta milhões de pacientes com doença cardiovascular em todo o mundo. As pessoas permanecem vulneráveis apesar das melhores terapias disponíveis atualmente”, afirmou a professora Carolyn S.P. Lam, consultora sênior do Departamento de Cardiologia do National Heart Centre Singapore e professora do Programa de Pesquisa em Distúrbios Cardiovasculares e Metabólicos da Duke-NUS Medical School. “O que chama atenção é a consistência dos sinais inflamatórios em populações de pacientes tão diversas. Essa consistência aponta para um caminho prático: identificar os pacientes com maior probabilidade de se beneficiar de terapias que atuem diretamente sobre a inflamação. Isso reformula a forma como devemos pensar o risco cardiovascular residual e reforça o potencial das novas terapias anti-inflamatórias para atender a uma necessidade real ainda não satisfeita.”
O reconhecimento crescente do papel da inflamação na doença cardiovascular se reflete em diretrizes recentes da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC), da American Heart Association (AHA) e do American College of Cardiology (ACC), que incluem a elevação de indicadores do exame PCR-us (PCR ultrassensível) como um biomarcador modificador de risco para orientar estratégias preventivas mais intensivas¹¹ ¹².
Sobre o POSEIDON
POSEIDON é um grande estudo observacional multinacional, transversal, de evidências do mundo real, desenvolvido para avaliar a prevalência e as características do alto risco inflamatório (definido como PCR-us ≥2 mg/L) em pacientes com doença cardiovascular aterosclerótica (DCVA), com ou sem doença renal crônica (DRC) e/ou insuficiência cardíaca. O estudo incluiu 18.904 pacientes em 18 países entre 2023 e 2025. Pacientes com infecções recentes, hospitalizações ou atendimentos médicos não programados foram excluídos para garantir que os marcadores inflamatórios refletissem inflamação cardiovascular e não condições agudas¹ ².
Sobre a inflamação cardiovascular
A inflamação cardiovascular é cada vez mais reconhecida como um fator-chave no desenvolvimento da doença cardiovascular aterosclerótica (DCVA) e como uma das principais contribuições para o risco cardiovascular persistente em pessoas que recebem terapias preventivas padrão. Ela também desempenha papel central na insuficiência cardíaca e é comum em todos os tipos da condição (fração de ejeção preservada, levemente reduzida ou reduzida), especialmente em pessoas com obesidade, doença renal e outras condições metabólicas. O PCR-us é o exame de sangue mais amplamente disponível e um biomarcador validado de inflamação cardiovascular. Níveis de inflamação cardiovascular ≥2 mg/L estão associados a maior risco de eventos cardiovasculares adversos maiores, incluindo infarto, AVC e morte cardiovascular⁴ ⁶. Apesar do manejo padrão dos fatores de risco tradicionais, como colesterol, pressão arterial e glicemia, muitas pessoas com DCVA continuam enfrentando risco cardiovascular elevado, impulsionado em parte pela inflamação persistente² ³ ⁷. O mesmo ocorre em pessoas com qualquer tipo de insuficiência cardíaca, nas quais a inflamação cardiovascular está associada a sintomas mais graves e a um aumento do risco cardiovascular global¹.
Sobre a Novo Nordisk
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Referências:
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