• Apresentado no congresso ADA 2026, estudo de fase 2 com zenagamtida, administrada por via subcutânea uma vez por semana, demonstrou reduções estatisticamente significativas da glicemia em adultos com diabetes tipo 2 em comparação ao placebo, com até 89,1% dos participantes atingindo níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) abaixo de 7%¹.
  • Além disso, os participantes tratados com zenagamtida apresentaram redução de peso corporal média de 14,6% na semana 36 com a maior dose avaliada, de 40 mg¹.
  • Com base nesses resultados, a zenagamtida avançará para estudos clínicos de fase 3 em adultos com diabetes tipo 2. 

São Paulo, 11 de junho de 2026 – A Novo Nordisk anunciou novos dados clínicos positivos de um estudo de fase 2 com a molécula zenagamtida, também conhecida como amicretina. A zenagamtida é a primeira de sua classe, sendo um agonista peptídico unimolecular dos receptores de GLP-1 e amilina¹. 

Apresentados o congresso da American Diabetes Association (ADA) 2026, em Nova Orleans, Louisiana (EUA), os resultados do estudo de fase 2 de definição de dose incluíram a avaliação de seis doses subcutâneas de zenagamtida (variando de 0,4 mg a 40 mg) em comparação com placebo correspondente, em 262 adultos com diabetes tipo 2 inadequadamente controlado (hemoglobina glicada - HbA1c entre 7,0% e 10,0%), em uso de metformina, com ou sem um inibidor de SGLT2 (medicamentos antidiabéticos que bloqueiam a reabsorção de glicose nos rins).

O estudo atingiu seu desfecho primário, que foi a mudança na hemoglobina glicada (HbA1c) em todas as doses avaliadas, bem como o principal desfecho secundário de suporte, a mudança no peso corporal (com doses a partir de 1,5 mg), com zenagamtida em comparação ao placebo após 36 semanas¹.

“A zenagamtida é o primeiro tratamento para diabetes tipo 2 a combinar, em uma única molécula, os mecanismos de ação de agonista dos receptores de GLP-1 e de amilina. Esses resultados de fase 2 reforçam o crescente conjunto de evidências que demonstram o potencial da zenagamtida de impactar de forma significativa o controle glicêmico em pessoas com diabetes tipo 2, além do peso corporal em pessoas que vivem com obesidade”, afirma Martin Holst Lange, vice-presidente executivo e diretor científico da área de Pesquisa & Desenvolvimento da Novo Nordisk. “Esses resultados reforçam nossa liderança científica e nos posicionam para continuar avançando opções terapêuticas inovadoras que podem ampliar o cenário de tratamento e oferecer mais escolhas a pacientes e profissionais de saúde no manejo do diabetes tipo 2 e da obesidade”, completa Lange. 

O estudo de fase 2 demonstrou uma redução dependente da dose e estatisticamente significativa da hemoglobina glicada (HbA1c) desde o início do estudo até a semana 36 com todas as doses de zenagamtida em comparação ao placebo. A partir de um valor basal de hemoglobina glicada (HbA1c) de 7,8%, a mudança média estimada na semana 36 foi de até –1,71% com zenagamtida 40 mg (diferença estimada de tratamento [ETD] vs. placebo: –1,56% [intervalo de confiança de 95% (IC): –2,05; –1,07]; p<0,0001)¹.

Até 89,1% dos participantes tratados com zenagamtida atingiram níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) abaixo de 7%, e até 76,2% alcançaram níveis iguais ou inferiores a 6,5%¹. De forma relevante, a proporção de tempo dentro da faixa-alvo de 70–180 mg/dL (3,9–10,0 mmol/L) foi superior à meta internacionalmente recomendada de >70% em todas as doses avaliadas de zenagamtida (atingindo até 91,4% com a dose de 40 mg)¹. 

Esses resultados sugerem forte eficácia glicêmica, considerando que os grupos tratados com as doses mais altas de zenagamtida foram expostos à dose de manutenção por um período relativamente curto (ou seja, 20 mg por 8 semanas e 40 mg por 4 semanas)¹.

Como principal desfecho secundário de suporte, os participantes do estudo tratados com zenagamtida também apresentaram redução média do peso corporal média de 14,6% (peso corporal basal de aproximadamente 99,2 kg) com a dose de 40 mg, em comparação com redução de 2,1% com placebo¹. Não foi observado platô aparente de perda de peso na semana 36 com as doses mais altas de zenagamtida¹.

O estudo utilizou um desenho de escalonamento de dose fixa; caso a dose planejada não fosse tolerada, o tratamento era permanentemente descontinuado. Os eventos adversos mais comuns foram gastrointestinais, sendo a maioria de intensidade leve a moderada. O perfil de segurança e tolerabilidade observado neste estudo de fase 2b foi consistente com o de outras terapias baseadas em incretinas e amilina. Esses resultados apoiam a continuidade da investigação da zenagamtida em estudos de fase 3¹.

Com base nesses resultados, a Novo Nordisk planeja iniciar um programa de desenvolvimento clínico de fase 3 com zenagamtida em adultos com diabetes tipo 2 no segundo semestre de 2026. O Brasil será um dos países escolhidos para participar do estudo por meio de diversos centros de pesquisas. 

Sobre a zenagamtida 

A zenagamtida, também conhecida como amicretina, é um agonista peptídico unimolecular dos receptores do peptídeo semelhante ao glucagon-1 (GLP-1) e da amilina, em desenvolvimento clínico pela Novo Nordisk, com programas distintos para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 e de adultos com sobrepeso ou obesidade. A zenagamtida está sendo investigada para administração oral e subcutânea.

Sobre o estudo de fase 2 com zenagamtida 

Este foi um estudo de fase 2, com duração de 36 semanas, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo e de definição de dose, que avaliou a relação dose–resposta e os efeitos da zenagamtida subcutânea semanal, em comparação ao placebo, sobre o controle glicêmico e o peso corporal em adultos com diabetes tipo 2. O desfecho primário foi a mudança na hemoglobina glicada (HbA1c) do início até a semana 36. Os principais desfechos secundários de suporte incluíram mudanças no tempo em faixa-alvo, peso corporal, pressão arterial sistólica, proteína C-reativa de alta sensibilidade, lipídios e número de eventos adversos do início até o final do estudo (semana 40).

Sobre diabetes tipo 2

A diabetes tipo 2 é uma condição crônica que afeta a forma como o organismo processa o açúcar no sangue (glicose) para obtenção de energia². De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, o Brasil possui cerca de 20 milhões de pessoas com diabetes tipo 2, por volta de 10% da população, ocupando o 6º lugar no mundo entre os países com mais pessoas com a condição³. 

Sobre a Novo Nordisk 

A Novo Nordisk é uma empresa global líder em saúde, fundada em 1923 e com sede na Dinamarca. Nosso propósito é promover mudanças para combater doenças crônicas graves, com base em nossa experiência em diabetes. Fazemos isso por meio da inovação científica, ampliando o acesso aos nossos medicamentos e trabalhando para prevenir e, finalmente, curar doenças. A Novo Nordisk emprega cerca de 68.800 pessoas em 80 países e comercializa seus produtos em aproximadamente 170 países. No Brasil desde 1990, a empresa conta atualmente com mais de 2 mil funcionários. Está presente em dois estados, com um escritório administrativo em São Paulo (SP) e um site produtivo em Montes Claros (MG). Para mais informações, visite www.novonordisk.com.br e siga nossos perfis oficiais nas redes sociais Instagram, Facebook, LinkedIn e YouTube

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Referências: 

1. Mora P, Aroda V, Asong M, et al. zenagamtide (amicretina), um novo agonista unimolecular dos receptores de GLP‑1 e amilina: resultados da fase 2b em DM2. Apresentação em pôster no American Diabetes Association Scientific Sessions; 5–8 de junho de 2026; Nova Orleans, LA.

2. Centers for Disease Control and Prevention. Diabetes tipo 2. Atualizado em 16 de maio de 2024. Acessado em 8 de maio de 2026. Disponível em: https://www.cdc.gov/diabetes/about/about-type-2-diabetes.html 

3. Sociedade Brasileira de Diabetes. Brasil já tem cerca de 20 milhões de pessoas com diabetes [Internet]. São Paulo: Sociedade Brasileira de Diabetes; s.d. [citado 9 jun 2026]. Disponível em: https://diabetes.org.br/brasil-ja-tem-cerca-de-20-milhoes-de-pessoascom-diabetes/