• Silenciosa e potencialmente grave: a esteatose hepática já atinge milhões de pessoas no Brasil e no mundo, mas muitos casos ainda não são diagnosticados ou tratados. No Dia Mundial da Esteatose Hepática (11/06), o alerta é para a necessidade de cuidar do fígado e reconhecer os avanços científicos no tratamento da doença 
  • Novas evidências científicas mostram avanços relevantes no tratamento da doença, reforçando a importância do acompanhamento médico e do cuidado integral com o fígado 
  • Dados do estudo ESSENCE apresentados no Congresso Europeu de Hepatologia (EASL) 2026 demonstram que os benefícios da semaglutida biológica se estendem de forma ampla, reforçando seu potencial para atender todo o espectro de pessoas que vivem com gordura no fígado 

São Paulo, 9 de junho de 2026 – No Dia Mundial da Esteatose Hepática, lembrado em 11 de junho, especialistas reforçam o alerta para uma das doenças crônicas mais prevalentes, mas pouco diagnosticada ou valorizada: a gordura no fígado. Estima-se que cerca de 30% da população mundial viva com algum grau de esteatose hepática, muitas vezes sem apresentar sintomas, o que faz com que a condição seja conhecida como uma verdadeira epidemia silenciosa, sem tratamentos disponíveis até muito recentemente. 

No Brasil, o cenário acompanha a tendência global, impulsionado principalmente pelo aumento na população com sobrepeso, obesidade e diabetes tipo 2. A gordura no fígado pode evoluir para quadros mais graves, como a esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH), caracterizada por inflamação do fígado, podendo evoluir com cicatrizes (fibrose), aumentando o risco de cirrose, insuficiência hepática, câncer hepático e necessidade de transplante. 

Apesar dos altos números de casos, até nove em cada dez pacientes com gordura no fígado com inflamação permanecem sem diagnóstico, o que reforça a importância da conscientização, do acompanhamento médico regular e da avaliação da saúde do fígado, especialmente entre pessoas com fatores de risco metabólicos.

Claudia de Oliveira, médica hepatologista e professora associada do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, reforça que hábitos saudáveis são fundamentais para a prevenção e o manejo da gordura no fígado, mas que, em alguns casos, é necessário um suporte maior. “A alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso, do colesterol e da glicemia são medidas importantes para o controle do nível da gordura no fígado. No entanto, em alguns casos, essas medidas precisam ser associadas a um tratamento médico adequado e baseado em evidências científicas”, explica a especialista. 

Nesse contexto, avanços recentes na medicina têm ampliado as opções terapêuticas para uma condição que, até pouco tempo, não contava com tratamentos aprovados. Hoje, no Brasil, Wegovy® (semaglutida biológica injetável 2,4 mg) e Poviztra® são atualmente os únicos medicamentos aprovados pela Anvisa para o tratamento da gordura no fígado com inflamação, representando um avanço relevante no cuidado de uma doença historicamente negligenciada.

Avanços científicos: semaglutida e o tratamento da gordura no fígado com inflamação Análises do estudo clínico de Fase 3, apresentadas no último Congresso da European Association for the Study of the Liver (EASL 2026), demonstram que a semaglutida biológica apresenta benefícios na redução da inflamação e da fibrose hepáticas em pacientes com gordura no fígado, além de um perfil de segurança hepática favorável, inclusive em populações mais vulneráveis. 

Dados também mostram que os benefícios da semaglutida se estendem a diferentes perfis de pacientes, incluindo mulheres na menopausa e populações asiáticas, reforçando seu potencial para enfrentar uma condição que afeta pessoas de forma diversa ao redor do mundo. 

“O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais para interromper a progressão da doença e evitar complicações graves. Graças aos avanços científicos, hoje, já contamos com opções terapêuticas que podem mudar o curso da condição”, complementa Fernanda Canedo, hepatologista e gerente médica da Novo Nordisk

Sobre a esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH)
A MASH é uma doença metabólica grave e progressiva que afeta o fígado e pode ser fatal se não for adequadamente manejada6 . Mais de 250 milhões de pessoas vivem com MASH¹, e estima-se que o número de indivíduos em estágios avançados da doença aumente mais de 160% entre 2015 e 20307 . Entre as pessoas que vivem com sobrepeso ou obesidade, mais de uma em cada três também apresenta MASH8 . E, entre aquelas que atualmente vivem com MASH, mais de 40% têm diabetes tipo 2 e mais de 8 em cada 10 também vivem com obesidade9 . As pessoas que vivem com MASH frequentemente apresentam diversas comorbidades relacionadas à saúde10 , como a doença cardiovascular, que se agrava a cada estágio da MASH e é a principal causa de morte nessa população11,12 . Devido à presença de poucos sintomas e à sua natureza inespecífica nos estágios iniciais6 , cerca de 90% das pessoas com MASH permanecem sem diagnóstico13. Quando a MASH evolui para estágios mais avançados, há aumento da mortalidade e da morbidade, incluindo o risco de cirrose, câncer de fígado e a necessidade de transplante hepático14

Sobre Wegovy®

No Brasil, Wegovy® (semaglutida injetável) 2,4 mg é indicado como complemento a uma dieta com redução calórica e aumento da atividade física para controle de peso em adultos com IMC ≥30 kg/m2 (obesidade) ou em adultos com IMC ≥27 kg/m2 (sobrepeso) na presença de pelo menos uma comorbidade relacionada. Também é indicado para pacientes a partir de 12 anos com IMC inicial no percentil 95 ou superior para a idade e gênero (obesidade) e peso corporal acima de 60 kg. Trata-se do primeiro análogo de GLP-1 semanal aprovado pela Anvisa para tratar pessoas com obesidade e sobrepeso com ao menos uma comorbidade relacionada, além de primeiro e único tratamento aprovado para o tratamento de gordura no fígado com inflamação em adultos e para proteção cardiovascular em pessoas com sobrepeso e obesidade. A dose de 7,2 mg de Wegovy® (semaglutida injetável) foi aprovada pela Anvisa e é indicada como complemento a uma dieta com redução calórica e aumento da atividade física para controle de peso em adultos com IMC ≥30 kg/m2 (obesidade). Além disso, neste momento, está em aprovação da Anvisa, no Brasil, o pedido de nova forma oral de semaglutida na dosagem de 25 mg com uso diário para mais uma opção para o tratamento do sobrepeso e obesidade. 

Sobre a Novo Nordisk

A Novo Nordisk é uma empresa global líder em saúde, fundada em 1923 e com sede na Dinamarca. Nosso propósito é promover mudanças para combater doenças crônicas graves, com base em nossa experiência em diabetes. Fazemos isso por meio da inovação científica, ampliando o acesso aos nossos medicamentos e trabalhando para prevenir e, finalmente, curar doenças. A Novo Nordisk emprega cerca de 68.800 pessoas em 80 países e comercializa seus produtos em aproximadamente 170 países. No Brasil desde 1990, a empresa conta atualmente com mais de 2 mil funcionários. Está presente em dois estados, com um escritório administrativo em São Paulo (SP) e um site produtivo em Montes Claros (MG). Para mais informações, visite www.novonordisk.com.br e siga nossos perfis oficiais nas redes sociais Instagram, Facebook, LinkedIn e YouTube

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Referências: 

1. Younossi ZM, Golabi P, Paik JM, Henry A, Van Dongen C, Henry L. The global epidemiology of nonalcoholic fatty liver disease (NAFLD) and nonalcoholic steatohepatitis (NASH): a systematic review. Hepatology. 2023 Apr 1;77(4):1335–47

2. Gill MG, Majumdar A. Metabolic associated fatty liver disease: addressing a new era in liver transplantation. World J Hepatol. 2020 Dec 27;12(12):1168

3. Newsome PN. Semaglutide shows favourable safety across subgroups and a positive hepatic safety profile: findings from ESSENCE part 1. Poster presented at: EASL Congress 2026; May 27-30, 2026; Barcelona, Spain. Abstract REG26-749; Presentation FRI-182

4. Abdelmalek MF. Semaglutide provides liver health-related benefits in menopausal women living with MASH: a post hoc analysis of the ESSENCE trial part 1. Poster presented at: EASL Congress 2026; May 27-30, 2026; Barcelona, Spain. Abstract REG26-736; Presentation FRI-139.

5. Nakajima A. Efficacy and safety of semaglutide 2.4 mg in the Japanese subgroup of the ESSENCE study. Poster presented at: EASL Congress 2026; May 27-30, 2026; Barcelona, Spain. Abstract REG26-1081; Presentation FRI181. 

6. Allen AM, Charlton M, Cusi K, et al. Guideline-based management of metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease in the primary care setting. Postgrad Med. 2024;136(3):229-245. 

7. Estes C, Razavi H, Loomba R, Younossi Z, Sanyal AJ. Modeling the epidemic of nonalcoholic fatty liver disease demonstrates an exponential increase in burden of disease. Hepatology. 2018; 67(1):123-133.

8. Quek J, Chan KE, Wong ZY, et al. Global prevalence of non-alcoholic fatty liver disease and non-alcoholic steatohepatitis in the overweight and obese population: a systematic review and meta-analysis. Lancet Gastroenterol Hepatol. 2023;8(1):20-30.

9. Miao L, Targher G, Byrne CD, Cao Y-Y, Zheng M-H. Current status and future trends of the global burden of MASLD. Trends Endocrinol Metab. 2024;35:697-707.

10. Muthiah MD, Cheng Han N, Sanyal AJ. A clinical overview of non-alcoholic fatty liver disease: a guide to diagnosis, the clinical features, and complications—What the non-specialist needs to know. Diabetes Obes Metab. 2022;24 (Suppl 2:3-14).

11. Vanni E, Marengo A, Mezzabotta L, Bugianesi E. Systemic complications of nonalcoholic fatty liver disease: when the liver is not an innocent bystander. Semin Liver Dis. 2015;35(3):236-249.

12. Schattenberg JM, Lazarus JV, Newsome, PN et al. Disease burden and economic impact of diagnosed nonalcoholic steatohepatitis in five European countries in 2018: a cost-of-illness analysis. Liver Int. 2021;41(6):1227- 1242.

13. Ekstedt M, Hagström H, Nasr P, et al. Fibrosis stage is the strongest predictor for disease-specific mortality in NAFLD after up to 33 years of follow-up. Hepatology. 2015;61(5):1547-1554

14. Kugelmas M, Noureddin M, Gunn N, et al. The use of current knowledge and non-invasive testing modalities for predicting at-risk non-alcoholic steatohepatitis and assessing fibrosis. Liver Int. 2023;43(5):964-974.